quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Google


Google. Eu o amo e o odeio. Amo mais do que odeio. Mas quando odeio. Não sei por que ele faz isso comigo. Ele não tem piedade. É isso. O Google é cruel. Sem-vergonha. Dissimulado. Falso. Mentiroso. Exagerado. O google não tem pena de ninguém.

Se você está desconfiada que tem uma doença, experimenta dar um google nela. Melhor. Dá um google imagem, aí sim. Se você não estava doente, vai ficar. Talvez não consiga aquela mesma enfermidade, mas outra você vai arranjar: você ficará insana. Acordará o seu médico às 3h da manhã, desesperada. Tendo (quase) uma parada cardíaca. Quase porque isso é o que você acha que está acontecendo. Não satisfeita, por via das dúvidas, já que o seu médico não lhe viu de verdade, aproveita e dá uma passadinha na emergência. Afinal você não vai conseguir dormir mais mesmo. Ao menos você conversa com alguém, faz uma hora até morrer. Se é pra ter um treco, melhor já estar no hospital. Você se sente segura, fica tudo mais rápido.

Uns dias mais tarde, você vê que, por sorte, muita sorte, não tinha sido contemplada com o raríssimo mal. Foi só um susto. Não teve toda a febre que o google falou, nem as manchas se alastraram por todo o seu corpo. Não precisou amputar nada. De fato, você não morreu. Ufa. Não foi dessa vez. E nem precisou de remédio. Também nem sei se você tomaria depois de dar um google na bula. Claro. O Google não é médico. Nem você.

Recuperada, sozinha, decide voltar à rotina. Dá um google no "ex" e... pô Google! Assim não! Tá lá a foto do cara com outra, linda (linda, veja, linda! Em close! De biquini. E linda)!. Ah, tenha dó.

Sobre você? Hahahahaha. Deixe-me ver, deixe-me ver... está um pouco lento... pronto! Suplente no concurso público de arvorezinha. Ah, Google, vai se catar.

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