terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Preocupação


Esta noite, depois de muito sofrimento, enfim descansei. Não, não, não. Não morri, não. Só relaxei. Dormi de verdade como deve ser uma boa noite de sono. Nada dessas frescuras de deitar cedo e blá, blá, blá. Estou me referindo a apagar com a consciência tranquila. Antes que pensem que fiz algo de errado, o que também não foi o caso, esclareço que andei preocupada. Essa nem deve ser a palavra mais apropriada, tamanho o estresse que foi. Nem sei se temos um vocábulo que possa preencher devidamente a frase. 

Nascemos para ser saudáveis. Sabemos funcionar nessas condições. Qualquer adversidade gera um estresse intenso. Quando desenvolvemos uma doença crônica, por pior que seja, acabamos convivendo tanto com ela que aprendemos a enfrentá-la com mais naturalidade. A doença aguda não. Ela chega de sola. Ela pode acabar com você em poucas horas. E que horas. Intermináveis horas.

O corpo fala. Fala sim. Só que em 550 idomas. Na hora da doença, parece que mistura todos. Às vezes o corpo é linguarudo, fala demais. Faz fofoca, inventa. Mentira tem perna curta. Ainda bem. Em geral é possível descobrir a falácia em umas 48 horas. Rá. Enquanto você espera, imagina quantas pessoas morrem no mundo nesse tempinho.

É. A espera não é agradável. Além de se submeter a vários exames desconfortáveis, tem que ter nervos de aço para suportar o medo. O seu e o dos outros, que querem ajudar mas estão mais apavorados do que você. Parece um pesadelo. Pensa: um pesadelo de dois dias. Se dormir sonhando todo esse tempo já não é bom, imagina...

Acabou. Toda história tem um fim. Essa teve um final feliz. Que alívio. Muitos fios de cabelo perdidos depois, a tensão passou. O ar voltou a encher os pulmões. Como é reconfortante respirar. Soltar os ombros. Ahhh. Sempre brinco que ao invés de tensionar os músculos das costas e do rosto eu deveria começar a tensionar os dos glúteos. Seria uma troca justa. Ao menos pra dar veracidade ao dito popular: "o que não me mata me fortalece".  

Um comentário:

  1. Graças a Deus que passou. Foi um sufoco!
    Felizmente nosso "baconzito" está se recuperando.

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