sábado, 14 de maio de 2011

A lógica das coisas

Não há nada como resolver um grande problema. Lembro-me de quando bati o carro pela primeira vez, na garagem. Eu estava sozinha e não sabia estacionar direito, o resultado foi que enrosquei a porta lateral na coluna do prédio. Fiquei nervosa, apavorada. O carro não ia nem pra frente nem pra trás. Não havia a quem recorrer, eu teria de dar um jeito por mim. Após alguns minutos de desespero, comecei a me acalmar. Desci, olhei o ângulo da batida, pensei em estratégias para mover o veículo. Voltei ao volante, respirei fundo e encarei. Pensei: 'batido, por batido, preciso é tirar o carro daqui'. Com um pouco de esforço, consegui. Fiquei muito orgulhosa. Por incrível que pareça, fiquei realmente feliz. Importei-me mais com o fato de ter resolvido do que de ter estragado antes. Ao mudar a perspectiva, muda-se tudo. Salve a lógica da razão.

Hoje estou me sentindo assim. Não, não bati o carro, ainda bem, mas resolvi outro baita problema.

Um comentário:

  1. De fato, a vida depende muito da perspectiva em que é vista. A mosca acha a chaga no corpo sadio e a abelha encontra a flor no pântano.
    No mais, é sempre bom resolver um problema que tem "nome, sobrenome e cargo importante", hehehehe

    ResponderExcluir