segunda-feira, 4 de julho de 2011

As forças que movem a humanidade

Publiquei uma frase no facebook e vi que rapidamente ela se espalhou pela rede. Disse eu:

Algumas pessoas são movidas pelo amor, outras pela revolta, e outras ainda - desconfio que em grande número - pela inércia.

Obviamente não tive a pretensão de tipificar os humanos e nem tampouco de criar uma nova teoria psicológica. Mas a ideia parece fazer algum sentido. A quantidade de gente que se manifestou em favor da inércia reforça parte da minha hipótese. =]

Pensei sobre as forças que movem as pessoas depois de assistir ao filme Invictus, que conta uma parte da história de Nelson Mandela. Fiquei admirada com aquele homem. Mais ainda, com o amor que o moveu. O amor por si, por sua nação, pelo próximo. Ao grupo de mandela pertencem outros poucos expoentes na humanidade. Consigo agora pensar em mais dois: Madre Tereza de Calcutá e Gandhi. Constatei que, em alguns momentos, também sou movida pelo amor.

Então, após enaltecer a grandeza e o poder dos seres iluminados que nos inspiram para a paz, pensei na minha revolta. Lembrei-me de pessoas expoentes movidas por essa força e aí a lista foi aumentando... muitos dos nossos célebres personagens históricos ganharam destaque, de Che Guevara a Hitler. Pensei nos riscos e nos resultados, na angústia e na dor que acompanham esse movimento. 

Por fim, pensei nos momentos em que fico inerte, em que sou empurrada, jogada pelas forças alheias. Suspeito que isso acontece a maior parte do tempo. Muitas vezes sinto como se estivesse sozinha em um barco à deriva, com os remos recolhidos, seguindo a maré e os ventos. Fico sem objetivo, sem planejamento, mas não parada. Não podemos parar.

Não tem a ver com bom e mau, nem com vida e morte ou melhor e pior, mas com circunstâncias. Parece-me, portanto, que temos não apenas uma força para a propulsão, mas três. E elas, por sua natureza, são dinâmicas e não estáticas. Oscilamos em diferentes níveis e entre os tipos de força, mas talvez tenhamos uma tendência a funcionar mais em um determinado intervalo da escala e em um determinado tipo: amor, revolta ou inércia. Será?    

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