domingo, 10 de julho de 2011

Crianças e seus sentimentos

Acho engraçado como às vezes ligo o modo mãe automático e não observo com atenção o contexto das coisas. Claro que se não houvesse esse dispositivo eu não poderia fazer mais nada da vida, mas de vez em quando me surpreendo ao observar. Na última noite, madrugada, na verdade, meu filho pulava e corria e fazia muito barulho. No modo automático, chamei sua atenção umas quantas vezes porque já era muito tarde. Foi então que eu olhei para ele. Vi que ele estava radiante, eufórico, animado. Peguei-o no colo, olhei bem para aqueles olhinhos pulsantes e perguntei: você está feliz? Ele abriu um sorrisão e respondeu: sim! porque eu fui no aniversário! De fato, ele havia participado da festa de um coleguinha e havia se divertido muito. Aquela fora a primeira festa de aniversário de um amigo dele em que ele havia estado. Só etnão me dei conta do quanto aquilo tinha sido importante. O sentimento era tão intenso que ele não sabia o que fazer, estava explodindo de alegria. De todas as tarefas de educar que tenho como mãe, penso que a mais difícil é o educar para sentir. Nem sempre é fácil reconhecer o sentimento que mobiliza uma ação. Se é complicado pra gente perceber, imagina para a criança. Nomeado o sentimento avassalador que dominava aquele corpinho, somado a um abraço apertado e uma breve conversa sobre o quão legal havia sido a festa, acalmou-se e dormiu com aquele calorzinho no coração que só a felicidade deixa.    

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